É uma prática onipresente no mercado imobiliário brasileiro: os pais detêm a propriedade registral (escritura), mas, para auxiliar na renda ou por conveniência, o contrato de locação é assinado pelo filho, que passa a receber os aluguéis diretamente em sua conta.

O que muitos proprietários ignoram é que, aos olhos do Fisco, essa “ajuda familiar” sem o devido lastro jurídico configura uma vulnerabilidade patrimonial severa. Sem a estratégia correta, você não está apenas ajudando seu filho; você está criando um passivo tributário que pode consumir anos de rendimentos.

1. O Cenário Comum e o Erro Fatal da Informalidade

A Receita Federal possui ferramentas de cruzamento de dados cada vez mais sofisticadas. Através da Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) e do monitoramento de fluxos bancários, o sinal de alerta acende quando o titular do imóvel não é o mesmo que declara a renda da locação.

Na ausência de um instrumento jurídico que justifique essa disparidade, a fiscalização enquadra o repasse dos valores como Doação Oculta. O resultado? O proprietário pode ser tributado pelo IRPF (até 27,5%) sobre valores que sequer ficaram em seu bolso, enquanto o filho pode sofrer autuações por omissão de receita ou falta de recolhimento de impostos estaduais.

2. A Reforma Tributária e o “Imposto sobre a Generosidade”

Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 132/2023 (Reforma Tributária), o cenário tornou-se ainda mais crítico e urgente:

3. A Solução Estratégica: O que é a COSIT 93/2019?

A boa notícia é que o Direito Tributário oferece uma via lícita para essa estruturação. A Solução de Consulta COSIT nº 93/2019 da Receita Federal consolidou o entendimento de que os rendimentos de aluguel pertencem a quem detém o direito de exploração econômica do bem, e não necessariamente ao proprietário registral.

No entanto, essa transferência de direito não é automática. Para que o filho seja o locador legítimo e tribute essa renda em seu CPF de forma segura, é imperativo que exista um contrato anterior — como um Comodato ou uma Cessão de Uso — tecnicamente elaborado para dar suporte à operação perante o fisco.

4. Como formalizar a relação e blindar o patrimônio?

Para que a estrutura seja válida e magnética contra fiscalizações, o planejamento na NC Zanella segue três pilares fundamentais:


⚠️ Não deixe o lucro do seu imóvel se transformar em uma dívida fiscal

A informalidade é a maior inimiga do seu patrimônio familiar. Continuar com contratos genéricos ou “acordos de boca” é o caminho mais curto para a malha fina. Com a Reforma Tributária, o custo de “não saber” ficou alto demais.

A sua tranquilidade e a proteção do que você construiu não podem ficar para depois. A hora de regularizar é agora, antes que o fisco tome a iniciativa por você.

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